26/01/2009
O Cristianismo Original

A banalização do cristianismo na era em que estamos vivendo remonta o cristianismo no início da era cristã.
Observe-se que a igreja cristã inicia-se em Atos 2 com a descida do Espírito Santo sobre os 120 que estavam no cenáculo, em Jerusalém. A partir de então o que se viu foi um povo cheio de poder, fé, amor, singeleza e convicção. O mundo não lhes satisfazia, todo encanto terrestre era fútil, seu alvo era cumprir o Ide de Jesus: pregar o evangelho, falar do reino vindouro e exaltar o rei Jesus. Se fosse necessário morriam com prazer, pois sabiam o que lhes esperava.
Quando Constantino por volta de 325 dC abriu as portas do império Romano para igreja a perseguição se abrandou, e o cristianismo passou a ser aceito, já não congregavam em catacumbas, recebiam verbas do estado, etc. houve então uma banalização do cristianismo e ser cristão tornou-se moda, era social ser membro da religião oficial, com isto houve um enfraquecimento da fé. Pessoas influentes da sociedade passaram a freqüentar os cultos e querer ter na igreja o mesmo status que tinha lá fora, surgiu então o nicolaismo, a hierarquia, a política, a fama, o paganismo, hibridando a fé, acabando com a originalidade, ficando apenas uns poucos que lutavam pela fé genuína.
Não será este o retrato do nosso cristianismo de hoje? As igrejas estão lotadas, estamos na era dos mega-templos, riquezas, abastanças, gente famosa, doutores em divindade. Virou moda ser evangélico, “gospel”. Frases banalizam o nome de Jesus: por exemplo: “Deus e 10”, “o cara lá de cima”, “100% Jesus”. Estampado em camisas e bonés, mas muito pouco nas vidas. Se houvesse nas vidas das pessoas o tanto de Jesus que se tem nas placas, nos automóveis, o mundo já era outro. Mas este nome Jesus virou marketing. Os cantores falidos do mundo se voltam para as igrejas. Usam as letras falando de Deus e os ritmos do inferno. Os políticos invadiram os púlpitos. Envergonhem-se pastores e vão para o cenáculo orar para encontrar discernimento! A educação e o materialismo tomaram o lugar da fé. A teologia tomou o lugar da experiência da sarça ardente. Sei que isto não é popular, mas é a verdade. A moda, o luxo, a vaidade, a imitação estão nas igrejas. Muitas igrejas são verdadeiras indústrias, comércios que apenas usam o nome Jesus.
A verdadeira fé é um produto raro, mas é bíblico, pois Jesus disse que o caminho é estreito e são poucos os querem ir por ele. Muitos “cristãos” fazem negócios sujos, as mulheres “crentes” são a fotocópias das atrizes de televisão. Que vergonha! Elas nunca encontraram com Cristo. A maioria defende com unhas e dentes a sua denominação, mas se envergonham de viver a vida que Cristo ensinou. Aquilo que tanto criticavam nos católicos, hoje fazem pior.
Ajudem-me a encontrar um cristão! Estou a caça deles. Suas vidas causam sede. E a coisa mais bela que se pode ver na terra é a vida de Cristo em uma pessoa: FÉ, VIRTUDE, CONHECIMENTO, TEMPERANÇA, PACIÊNCIA, PIEDADE E AMOR FRATERNAL. Isto é que lhe identifica, são cartas lidas de todos os homens, suas vidas falam mais alto que suas palavras.
Sua denominação, sua religião, nada vale para Deus, mas sim, o quanto você se identifica com a vida Dele.